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O mercado brasileiro de galpões logísticos vive um dos momentos mais aquecidos de sua história. A combinação entre crescimento do e-commerce, expansão de operadores logísticos e baixa oferta de imóveis modernos vem acelerando a procura por terrenos estratégicos para novos empreendimentos industriais e logísticos.
Dados recentes do setor mostram que a taxa de vacância nacional dos galpões logísticos de alto padrão caiu para níveis historicamente baixos em 2026. Estudos apontam vacância entre 6,5% e 7,7%, consolidando o menor patamar já registrado no segmento logístico brasileiro.
Para efeito de comparação, antes da pandemia, em 2019, a vacância nacional girava próxima de 17,5%. Hoje, em algumas regiões próximas à capital paulista, encontrar grandes áreas disponíveis já se tornou um desafio operacional para empresas e operadores logísticos.
A pressão da demanda aparece também nos números de ocupação. Somente no primeiro trimestre de 2026, o mercado registrou aproximadamente 1,4 milhão de m² em novas locações, enquanto as entregas de novos empreendimentos somaram cerca de 735 mil m² — ou seja, a absorção do mercado ocorreu em velocidade significativamente maior que a entrada de novos estoques.
Atualmente, o Brasil possui cerca de 35,7 milhões de m² de condomínios logísticos de alto padrão, com forte concentração no eixo Sudeste. São Paulo segue como principal polo nacional do setor, respondendo sozinho por aproximadamente 1,5 milhão de m² do novo estoque entregue recentemente.
O crescimento do comércio eletrônico continua sendo o principal motor dessa transformação. Empresas como Mercado Livre e Shopee seguem ampliando agressivamente suas operações logísticas no país para reduzir prazos de entrega e aumentar capilaridade regional.
Com a demanda aquecida e a oferta limitada de terrenos bem localizados, os preços de locação também seguem em trajetória de alta. O valor médio nacional já supera R$ 30/m², enquanto regiões premium no raio de até 30 km da capital paulista registram contratos próximos de R$ 40/m².
Outro fator que vem fortalecendo o mercado é a mudança estratégica das empresas em relação às cadeias de distribuição. A busca por eficiência operacional, redução de prazo de entrega, descentralização de estoques e proximidade com centros consumidores vem tornando a logística um componente central da estratégia corporativa.
Além disso, especialistas apontam que o avanço da reforma tributária e a reorganização das cadeias produtivas devem acelerar ainda mais a procura por ativos industriais e logísticos nos próximos anos.
Nesse cenário, terrenos com vocação logística, boa infraestrutura viária e localização estratégica passam a ocupar posição cada vez mais relevante no radar de investidores, desenvolvedores e ocupantes industriais.
O atual cenário reforça uma tendência clara: áreas logísticas bem localizadas deixaram de ser apenas oportunidades imobiliárias e passaram a representar ativos estratégicos para operação, expansão e valorização patrimonial. Atenta a esse movimento, nossa empresa segue atuando na comercialização de terrenos estratégicos para desenvolvimento industrial e logístico nas principais regiões do país.
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